Mudando os Ares

Hoje estou desesperadamente triste e depressivo. Vontade de morrer não me falta, mas quero falar de outra coisa, mudar os ares.

Quero falar de RPG

No meio do turbilhão de lixo que é minha vida uma das poucas coisas que ainda me divertem é o RPG. Eu não quero me gastar explicando o que seja RPG, quem não souber o que é e queira se inteirar pesquisa no google. Desculpem a arrogância.

RPG me dá oportunidade de rever meus melhores amigos, me dá uma tarde de risadas, piadas, socialização saudável. É uma das coisas que me faz sentar e escrever com muita vontade e empenho. Crio histórias, personagens, motivações, consequências.

Tudo nessa atividade me diverte muito. Sempre que eu tô meio deprimido, quase o tempo todo, pensar na história que estou criando, ver detalhes com os jogadores, falar sobre o assunto ou ler livros me desviam o pensamento da espiral de bosta que é viver minha vida de merda.

Eu gostaria muito de escrever um livro sobre as coisas que crio pro RPG, mas não sou bom em escrever nem nada. Uma pena.

Então é isso. Hoje foi dia de RPG e por quase 6 horas eu me senti como se não precisasse morrer pra ser feliz. Pena que tudo que é bom acaba, e eu tive que voltar pra casa e encarar meus problemas sem solução.

 

Eu gostaria de ser covarde e egoísta o suficiente pra sair dessa vida de merda que eu tenho…

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Hoje não.

Como estou um pouco sem paciência hoje vou poupar todo mundo dos detalhes.

Passei o dia sozinho a noite trabalhando e no fim fui humilhado pela minha esposa.

Faz parte de ser um bosta.

Estou bebendo cerveja e vendo NFL.

É assim que vai terminar meu dia.

Boa noite.

Os ventos da mudança.

Hoje decidi que vou fazer o possível para sair do estado de inércia em que me encontro. Adquiri vários cursos on-line nas áreas em que preciso me especializar. Minha ideia é estudar muito, escrever bastante e ser mais produtivo, ainda que seja pra mim mesmo. Isso não me tira a qualidade de bosta mas pelo menos parece que estou fazendo algo edificante com meu tempo.

Entrei numa plataforma de compartilhamento de contos e histórias, não sei nem como chamar isso, e lá publiquei o primeiro capítulo de uma história que eu gostaria de ter transformado numa webserie estilo softporn da band dos anos 90. Foi divertido.

Enquanto escrevo isso meus vizinhos retardados discutem política. Eu perdi todo o foco, odeio meus vizinhos. São todos uns idiotas, antes das eleições era todo mundo amigo, depois que descobriram que eu votaria diferente hoje ninguém olha na minha cara e só aparecem para pedir alguma coisa emprestado. Quando pedem, muitas vezes vêm aqui, pegam sem pedir licença e depois devolvem.

Cambada de pau no cu.

Tá vendo? Eu tava mó feliz e empolgado com minhas parcas conquistas mas minha sina é ser infeliz.

Eu quis me matar.

Não é novidade pra ninguém que a situação econômica do país está ruim. Eu faço parte dos mais de 13 milhões de desempregados e isso tem me corroído por dentro como nunca antes havia acontecido.

Nesse meio tempo vim sobrevivendo de bicos e freelas por aí mas ultimamente até isso tem reduzido.

Tentei trabalhar de Uber mas dificilmente compensa, principalmente com a alta dos combustíveis. Passei um mês sem veículo devido à um acidente e agora estou sem habilitação e sem dinheiro para renovara minha. Estou no fundo do poço.

E é nesse estado de fragilidade emocional que eu pensei que talvez fosse melhor se eu me acidentasse mortalmente. Meu seguro de vida garantiria uma boa educação ao meu filho e um conforto financeiro à minha esposa. Cheguei à me despedir do garoto, que ainda não tem idade pra entender o que ia acontecer comigo e talvez sofresse menos.

Amarelei…

Sentei no PC e resolvi voltar a mandar currículos, desabafei com uns amigos pelo Whatsapp e todos foram muito… solícitos. Mandaram diversos sites de freelancers, pediram meu currículo para espalhar e até bolaram um plano para montar uma empresa onde eu estivesse presente.

Meus amigos são fodas.

Vou adiar minha morte por algum tempo mas não posso evitar de me sentir o pior bosta do mundo.

Já me acostumei.

Nem todo dia é dia de festa.

Estou publicando esse texto pela manhã porque ontem foi um dia morgado mas cansativo e eu acabei esquecendo.

Uma das coisas que eu sei fazer mas não trabalho com isso, provando que eu sou um bosta, é montagens no Photoshop.

Ontem calhou de fazer duas, um rótulo de uma cerveja que vou brassar (esse é o termo correto) em novembro e o convite do aniversário do meu filho que está chegando, temático de um herói dos quadrinhos. Tá muito legal mesmo. Apesar de não estar finalizado, quem viu a arte aprovou.

Fora isso eu vi alguns vídeos sobre o novo Fallout 76, que vai lançar em novembro, e apesar dos reviews, não serem tão positivos eu ainda estou no hype. Pena que ultimamente minha licença para trabalhar esteja vencida e eu estou meio duro.

Vou seguir jogando o que tenho por enquanto, ultimamente venho me dedicando bastante ao Civilization V, jogo muito bom mas com partidas extremamente longas. A última durou 21hs.

Acho que é isso.

Sobre ser um bosta e fazer cerveja.

Uma das coisas sobre ser um bosta é ter pouco ou moderado conhecimento de alguma coisa mas não ter empenho pra fazer disso uma profissão, ganhar fama, dinheiro ou reconhecimento.

Eu tenho algum conhecimento sobre o processo envolvido na fabricação de cerveja artesanal e hoje gastei 7hs do meu tempo fazendo isso.

Esquentar água, adicionar os grãos moídos, esperar formar o mosto, recircular para clareamento, despejar o mosto em outra panela, esquentar mais água para lavar os grãos e aproveitar todo o açúcar, ferver o mosto, adicionar o lúpulo, esperar ferver mais um pouco, despejar tudo no balde de fermentação, ativar o fermento, adicionar o fermento ao mosto no balde, vedar bem, deixar o fermentador num ambiente adequado para a fermentação.

Parece trabalhoso? Ainda não acabou.

Depois do tempo de fermentação sob temperatura controlada tem que envasar todo o conteúdo do balde em garrafas, fazer o priming e deixar maturar até o dia de abrir e torcer pra ter dado tudo certo.

Vai aí uns bons 2 meses de cuidado pra tomar 15l de cerveja “boa”.

Vale a pena? Eu acho que sim.

Recomendo? Só se você tiver muita organização e paciência.

Chame um bom amigo pra te ajudar, rache os custos com uma galera e beba tudo mesmo que esteja ruim. Com o tempo o processo vai se aperfeiçoando e você acaba ficando bom nisso.

Mas se você for um bosta igual eu, nunca vai ter fama, dinheiro ou reconhecimento por isso.

Agora eu vou ver o Sunday Night Football.

Tenham um bom fim de noite.

Eu, bobo.

Sou um cara normal de meia idade que nunca fez nada extraordinário e que resolveu criar um blog afim de compartilhar minhas experiências de ser um bosta.

Sou casado com uma mulher fantástica que tem um emprego centenas de vezes melhor do que qualquer emprego que eu já tive. A verdade é que ela me sustenta, e eu me sinto um grande merda por isso.

Temos um maravilhoso e lindo filho de 3 anos que é a coisa mais importante pra gente. Minha maior conquista, meu mundo gira em torno dele. Meu sonho é um dia ser herói dele, mas acho muito difícil.

Já cursei 2 faculdades, um curso técnico, não terminei nenhum, porque, como citado acima, sou um grandessíssimo merda.

Eu gosto bastante de jogos, vou falar muito disso aqui no futuro; tenho dois grupos de RPG, coleciono jogos de cartas e tabuleiro, tenho um console de última geração, um PC não muito potente mas que aguenta bons jogos.

Eu faço minha própria cerveja, dificilmente tomo cervejas de amplo mercado, aprendi a gostar de wiskey e dificilmente fico bêbado tomando qualquer destilado.

Moro numa cidade litorânea, não é a maior do Brasil mas é bem significativa.

Tenho um gato mas gosto de todo tipo de animal.

E eu não sei mais o que posso dizer sobre mim que me mantenha no anonimato.

Estou escrevendo isso de improviso, no celular, deitado no escuro esperando o sono chegar. Vou dar play no podcast e tentar dormir. Amanhã será um longo dia.

Se eu lembrar, volto aqui pra contar como foi, mas já fique sabendo que muito provavelmente falarei da minha sogra, pois vou passar o dia na casa dela e é impossível não comentar algo sobre a maravilhosa experiência de ter uma sogra totalmente sem noção.